Vitória perde do Santo André por 1 a 0

O Santo André estreou neste sábado a sua terceira camisa, amarela. E a cor da seleção brasileira deu sorte para o time do ABC paulista, que terminou o dia fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. No estádio Bruno José Daniel, o Ramalhão quebrou uma sequência positiva do Vitória, derrotando o time baiano por 1 a 0. Graças a um gol-relâmpago de Nunes, aos 35 segundos de jogo.

Com a vitória, o time paulista chegou aos 28 pontos, subindo para a 16ª colocação, à frente do Náutico. Derrotado após três vitórias seguidas (Palmeiras, Inter e Botafogo), o Rubro-Negro baiano permanece na sétima posição, com 39 pontos.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira. O Santo André faz um duelo paulista contra o Barueri, na casa do adversário, às 19h30m. O Vitória recebe o Flamengo no Barradão, às 21h50m.

Gol no início decide

Com a extrema necessidade de conquistar três pontos, o Santo André se lançou ao ataque logo após o apito inicial e abriu o marcador com apenas 35 segundos. Marcelinho Carioca cruzou da direita e achou Nunes na marca do pênalti. O atacante aproveitou a bobeira da marcação e cabeceou bem, rente à trave esquerda, longe do alcance do Gléguer.

O gol-relâmpago não reduziu o ímpeto do Ramalhão, que por pouco não ampliou a vantagem aos cinco minutos. Nunes recebeu pela direita e cruzou para Júnior Dutra. O atacante pegou de bate-pronto, e Gléguer fez uma linda defesa. O goleiro do Vitória voltou a ser exigido aos 12. Dessa vez, Nunes passou para Marcelinho Carioca, que chutou rasteiro. Gléguer defendeu.

O Vitória demorou a se recuperar do impacto do gol sofrido logo no primeiro lance da partida. Apenas aos 19 minutos, a equipe conseguiu criar uma jogada de perigo. Roger tocou para Neto Berola, que chutou da entrada da área. Neneca espalmou para córner. Aos 27, o goleiro do Santo André voltou a ser acionado, defendendo bola chutada por Uellinton, em cobrança de falta.

Mas a reação do Rubro-Negro baiano ficou prejudicada aos 29 minutos. Em lance na intermediária, Neto Berola entrou de forma imprudente em Ávine, acertando o pé esquerdo do lateral do Ramalhão. O árbitro Paulo Henrique Barbosa considerou a entrada violenta e expulsou o atacante.

Aos 38, foi a vez do Santo André perder um jogador. Nunes disputou uma bola alta com Marco Aurélio. O árbitro viu uma cotovelada do atacante do Santo André e expulsou o autor do gol, que deixou o gramado revoltado, discutindo com o quarto árbitro.

No segundo tempo, o Ramalho teve a primeira chance de balançar a rede. Aos sete minutos, Júnior Dutra recebeu de Marcelinho, driblou quatro adversários e chutou rente à trave direita, quase marcando um golaço.

Com a desvantagem no marcador, o treinador do Vitória, Vágner Mancini, decidiu colocar um meia (Gláucio) no lugar de um zagueiro (Marco Aurélio) para tentar ganhar mais força no ataque.

Apesar da postura mais ofensiva, o Rubro-Negro baiano ameaçou pouco o gol adversário. A melhor chance ocorreu aos 25. Leandro Domingues arriscou da entrada da área, e Neneca se esticou e salvou no canto esquerdo. Roger pegou o rebote e chutou à queima-roupa. O goleiro saiu bem e desviou para escanteio.

O Santo André voltou a reclamar da arbitragem aos 33 minutos. Cicinho tentou driblar Fábio Ferreira na área e foi agarrado. Paulo Henrique Bezerra nada marcou.

Ficha técnica:
Santo André 1 x 0 Vitória

SANTO ANDRÉ
Neneca, Cesinha, Marcel e Cris; Cicinho, Ricardo Conceição, Júnior Dutra (Rômulo), Marcelinho Carioca (Eduardo Ratinho) e Ávine; Rodrigo Fabri (Leandrinho) e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares.

VITÓRIA
Gléguer, Apodi, Fábio Ferreira, Marco Aurélio (Gláucio) e Leandro; Vanderson (Carlos Alberto), Elkeson (Leandrão), Uellinton e Leandro Domingues; Neto Berola e Roger.
Técnico: Vágner Mancini.
Gols: Nunes, a 35 segundos do 1º tempo.
Cartões amarelos: Vanderson, Uellinton (Vitória), Nunes, Cesinha, Cris, Júnior Dutra (Santo André). Cartão vermelho: Neto Berola (Vitória) e Nunes (Santo André)
Estádio: Bruno José Daniel. Data: 3/10/2009. Árbitro: Paulo Henrique Bezerra. Auxiliares: Luis Alberto Kallenberger e Angelo Rudimar Bechi.

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